Quem espera… sempre alcança?

Esperar por tudo é o que todo mundo quer continuar fazendo. A ausência do desejo dá desespero. Desesperança dá desespero. É a esperança que move. Esperar um amor. Depois que encontra o amor, esperar que o objeto amado se enquadre. E como provavelmente ele nunca se enquadra, ou você que não se enquadra, continua esperando que alguma coisa mude. E assim perpetua a relação. Esperar pelo sucesso profissional. E sim, depois de conseguir o emrpego pelo qual se esperou, passa a esperar uma promoção. Passa a esperar um aumento de salário. Tem a espera pelo primeiro imóvel. Uma grande amiga chegou lá. Mas a esperança pelo próximo – e maior, e mais bonito – já era parte do desejo pelo primeiro.

Já diziam… o melhor da festa é esperar por ela. A festa é boa, claro. Mas só porque lá, é possível ficar olhando para a porta esperando para ver quem vai entrar. Depois que a festa acaba, esperar pela publicação das fotos. Enquanto saboreia as fotos, esperar pelas próximas festas. Ou a angústia da espera pelo próximo dia útil e a maldita ida para o trabalho.

Será possível parar de esperar? Esperança de emagrecer, de ficar mais bonito. Aí faz regime, compra roupas e produtos de beleza. Ou será que essa faz parte da esperança de encontrar o amor? Ou o trabalho? As esperanças podem se confundir, às vezes…

Eu agora estou esperando dormir. Porque espero acordar cedo amanhã. Para um teste que espero que me traga um trabalho. Um trabalho que me faz esperar dinheiro. Dinheiro que espero que dê para comprar roupas e produtos de beleza. Que por sua vez, espero que me ajudem a encontrar o amor. E quem sabe com o amor eu juntes as esperanças e compre o primeiro imóvel. E aí esperar mais e mais.

A esperança pela salvação. Ou a salvação é a esperança? E o que a esperança tem a ver com insatifasção?

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Assim ou assado e ponto final.

Isso eu como, aquilo não. Essa música eu danço, aquela eu saboreio. Café na padoca, só nos dias de trabalho. Nos dias de folga prefiro coar em casa. Se for para comer sanduiche caseiro, eu mesma faço. Caso contrário, como aquele quase plastificado, feito em série na lanchonete famosa. Sapatos: baixos só servem os coloridos; altos precisam ser caros (de melhor qualidade) e tênis é coisa de menino. Às terças, vem a faxineira. Se não der nessa, fica para a próxima. Mas numa lava, na outra passa. Tem o ciclo certo das coisas. Melhor não chamar todo mundo ao mesmo tempo. Venham hoje esse, aquele e o outro. Com os demais combino outro dia. Assim garanto a boa convivência (deles?). Se o abajour está aceso, não precisa da outra lâmpada.Título de texto não tem pontuação.O meu signo é a licença poética para meus comportamentos insensatos. Vamos por este caminho porque é o que eu conheço. O importante é chegar lá. Sexo sem enciclopédia não dá. Mas se não tiver outro jeito, que seja apenas sexo. Meus mecanismos de defesa estão aí para…me defender!!! “Eu quero, eu quero, eu quero.” – repito incansavelmente para não ter que pensar se preciso.